Resistência Variável vs Resistência Constante
1.Será a resistência variável verdadeiramente superior?
As máquinas com resistência variável são frequentemente associadas a melhores resultados no treino de força. A ideia parece fazer sentido: ao ajustar a resistência ao longo da amplitude do movimento, o músculo estaria sujeito a um estímulo mais "inteligente" e específico.
Mas será que a ciência confirma esta ideia?
Um estudo de Walker e colaboradores (2013) decidiu testar isto de forma rigorosa, comparando, ao longo de 20 semanas, os efeitos do treino com resistência variável e resistência constante em 33 homens treinados. Foram analisados os ganhos de força, hipertrofia e resistência muscular.
2.O que mostram os resultados?
Os resultados foram claros num ponto: ambos os métodos produziram ganhos semelhantes na força máxima e na massa muscular. Não existem diferenças significativas entre os grupos nestes dois indicadores.
No entanto, surgiu uma diferença importante na resistência muscular. Os participantes que treinaram com resistência variável conseguiram aumentar significativamente o número de repetições até à falha, demonstrando uma maior resistência à fadiga.
Além disso, o treino com resistência variável provocou uma resposta hormonal aguda superior, refletindo um maior stress metabólico durante o exercício.
3.Conclusão Prática
Os dados sugerem que não existe um método universalmente superior. Tanto a resistência variável como a resistência constante são eficazes para desenvolver força e hipertrofia.
No entanto, quando o objetivo passa por melhorar a resistência muscular, a resistência variável poderá oferecer vantagens adicionais — seja pela maior tolerância à fadiga, seja pelo maior stress metabólico induzido.
Como sempre, a escolha do método deve depender do objetivo, da individualidade e da forma como o treino é estruturado. Não se trata de eleger um "vencedor", mas de saber quando e como aplicar cada ferramenta.